Stanley Martins Frasão
Advogado Sócio do Homero Costa
Advogados
O Dia Mundial da
Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, é uma data especialmente
dedicada à promoção da consciência social, do respeito e da inclusão. A escolha
do dia 21/3 não é aleatória: simboliza a trissomia do cromossomo 21,
característica genética que define a Síndrome de Down. Mais do que uma data
comemorativa, trata-se de um convite global para reconhecer e valorizar a
pluralidade humana, reforçando que a diversidade é um patrimônio que enriquece
a sociedade.
O Projeto de Lei 1118/25
altera a nomenclatura da ‘Síndrome de Down’ para “Trissomia do Cromossomo 21”
(T21) no ordenamento jurídico brasileiro. Se o PL for convertido em Lei, “Todos
os documentos, registros médicos, materiais educativos e demais instrumentos
normativos que utilizem a expressão “Síndrome de Down” deverão ser ajustados
para a expressão “Trissomia do Cromossomo 21” (T21) no prazo de 12 (doze) meses
a partir da publicação desta lei.” A atual situação do trâmite do PL é:
Aguardando Designação de Relator(a) na Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJC), ( https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2487775 ).
Respeito, Inclusão e
Diversidade, um Compromisso Coletivo. Cada pessoa com Síndrome de Down possui
uma história, habilidades, interesses e capacidades únicas. Reconhecer isso
significa compreender que a inclusão não é apenas uma política — é um princípio
ético, um movimento por equidade e respeito.
Promover inclusão envolve:
eliminar barreiras sociais e atitudinais, indo além da ideia de tolerância para
abraçar a convivência plena; garantir acesso igualitário à educação, saúde,
lazer e oportunidades profissionais e valorizar o protagonismo das pessoas com
deficiência, reconhecendo suas conquistas, talentos e potenciais.
Quando o espaço social se
torna acessível e acolhedor, todos ganham: famílias, comunidades e a sociedade
como um todo.
A promoção da inclusão e a
proteção dos direitos das pessoas com Síndrome de Down dependem não apenas da
conscientização social, mas também de políticas públicas efetivas. Nesse
contexto, iniciativas legislativas recentes reforçam o compromisso do Estado
brasileiro com a defesa da dignidade e da cidadania dessas pessoas.
Entre elas, destaca-se a
Proposição 2487775 e o Projeto de Lei 1.118/2025, que buscam fortalecer
mecanismos de inclusão, ampliar o acesso a recursos, e assegurar proteção
integral. Esses projetos dialogam diretamente com princípios constitucionais e
com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmando: a
importância da atenção integral à saúde; a necessidade de programas de apoio às
famílias; a promoção de políticas educacionais inclusivas e a garantia de
combate a qualquer forma de discriminação.
O avanço dessas proposições
legislativas representa uma resposta institucional às necessidades reais das
pessoas com Síndrome de Down, reconhecendo que inclusão exige investimento
contínuo e compromisso político.
As conquistas alcançadas
por pessoas com Síndrome de Down em artes, esportes, mercado de trabalho, vida
acadêmica e participação comunitária demonstram o que a ciência e a prática
social já evidenciam: quando há oportunidades e apoio adequado, há progresso,
autonomia e protagonismo.
É essencial compreender que
o desenvolvimento humano é diverso e multifacetado. A Síndrome de Down não
define quem a pessoa é — ela é apenas uma característica entre tantas outras. A
singularidade de cada indivíduo deve ser celebrada, incentivada e respeitada.
Família, Comunidade e
Sociedade é a Rede que sustenta a Inclusão. A construção de uma sociedade
inclusiva passa pela atuação conjunta de: famílias, que acolhem e incentivam;
profissionais de saúde e educação, que oferecem suporte técnico e humano;
comunidades e instituições, que abrem portas e rompem barreiras e políticas
públicas, que garantem direitos e oportunidades. Quanto mais ampla essa rede,
maiores as possibilidades de participação e realização pessoal para quem tem
Síndrome de Down.
Vamos celebrar hoje e
incluir sempre. Celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down é celebrar a
dignidade humana em sua forma mais plural e autêntica. É afirmar que todas as
pessoas — com ou sem deficiência — têm valor, merecem respeito e devem ser
vistas em sua totalidade.
Garantir os direitos da
pessoa com Síndrome de Down é construir uma sociedade mais justa, mais
inclusiva, mais consciente, mais humana.
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