terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

MODA CIRCULAR

  

Luana Otoni de Paula André

Advogada Sócia de Homero Costa Advogados

 

Caroline Kellen Silveira

Estagiária de Homero Costa Advogados

 

A indústria da moda é composta por um grande processo que vai desde a criação das roupas (escolha do tecido, design da peça) até que se chegue ao consumidor final através das lojas. Não se questiona, portanto, que esse setor da economia possui diversas particularidades e, ao mesmo tempo grande importância, seja por ter interferência: (i) social; (ii) econômica; e (iii) ambiental --- esse o ponto que trataremos neste artigo.

 

A título de informação:

 

·          estima-se que, no Brasil, sejam geradas, por ano, 170 mil toneladas de resíduos têxteis. Dessas, 80% vão para os lixões e aterros sanitários[1];

 

·          a Fundação “Ellen MacArthur” identificou que, aproximadamente, 1 caminhão de lixo de materiais têxteis é enviado para aterro ou incinerado por segundo; e

 

·          Cerca de 70% das cerca de 100 bilhões de roupas produzidas em 2015 irão para aterros ou incineração ao final de sua vida útil, segundo a Fundação.

 

Diante desse quadro, a indústria da moda enfrenta hoje desafios estruturantes, já que são consideradas grandes consumidoras e poluidoras dos recursos naturais em todo o mundo.

 

A título de exemplo, podemos citar o uso inadequado da água, energia e químicos na produção de fibras --- estas situações devem ser repensadas, oportunizando-se que seja trilhado novo caminho para esse tipo de indústria.

 

Os impactos ambientais resultantes da indústria da moda vão desde a plantação de algodão até o desvencilhar-se das peças, que na maioria das vezes são descartadas em recursos hídricos ou no solo.